O poder das hormonas

Silvia Alvarenga

  • 14
  • Abr
  • 2011

O poder das hormonas

  • 14
  • Abr
  • 2011

Ponto por ponto, oito das mais importantes substâncias determinantes para a sua saúde e comportamento


As nossas reacções físicas e emocionais estão muito longe de ser fruto das circunstâncias. Há todo um universo biológico surpreendente e poderosíssimo por detrás delas, em que particularmente as hormonas assumem especial destaque. Quer ver porquê?

Adrenalina
Perante uma situação de ameaça, temos duas hipóteses: ou lutamos ou fugimos (a tradução da expressão inglesa «fight or flight»). O curioso é que seja qual for a nossa opção, o organismo irá sempre necessitar que seja mobilizada uma maior quantidade de oxigénio e açúcar. Ora é exactamente aqui que entra a adrenalina.
Esta hormona, segregada pela glândula supra-renal, é capaz de accionar reacções como o aumento da pressão arterial, palpitações, tremores ou suores, actuando ao nível do aparelho cardiovascular, pulmonar e do índice de açúcar no sangue.
Prepara-nos, portanto, para sermos capazes de enfrentar o perigo. O seu papel é também importante face a variações de temperatura, quando somos assaltadas pela dor, a nossa pressão arterial diminui, emocionamo-nos ou sentimos medo.

Cortisol
Não é por acaso que lhe chamam a «hormona do stress»: sempre que somos confrontados com situações de tensão, o nosso organismo, em resposta, dispara os níveis desta substância.

Insulina
É esta hormona, produzida pelas células beta dos Ilhéus de Langerhans do pâncreas, que comanda o pleno equilíbrio do nosso metabolismo. Graças a ela, a glucose (açúcar) do sangue consegue penetrar nas células, que só assim são capazes de produzir energia. Quando o nosso organismo não consegue produzir insulina ou a sua acção é ineficaz, surge a diabetes, uma patologia que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue e que, caso não seja tratada, pode ser fatal.

Oxitocina
É uma peça-chave na maternidade, já que é responsável pelas contracções do útero e das glândulas mamárias, processo essencial para a amamentação.

Progesterona
É esta hormona sexual feminina, produzida pelos ovários, que prepara o útero para a gravidez. Na verdade, é a progesterona que vai criar o «ambiente» ideal para a implantação de um óvulo fecundado no útero. Quando a gravidez não acontece e surge a menstruação é sinal que os níveis de progesterona desceram.

Com a aproximação e entrada na menopausa, regista-se um declínio dos níveis de progesterona. Entre os sintomas que denunciam que esta hormona está em «baixa» encontram-se as enxaquecas antes da menstruação, a irregularidade do período e a ansiedade.

Fonte: Revista Saber Viver

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