Automedicação

Silvia Alvarenga

  • 30
  • Mar
  • 2011

Automedicação

  • 30
  • Mar
  • 2011

No cotidiano das grandes e médias cidades, muitas mulheres não encontram tempo na agenda para visitar seus médicos com a regularidade que deveriam e acabam recorrendo à automedicação.

Prática que consiste no uso de medicamentos sem prescrição e oferece riscos diretos à saúde.

Mas, para saber como evitar os riscos da automedicação , nada melhor do que compreendê-la. A prática pode ser classificada como total, parcial ou falsa. A primeira, ou seja a total que tem entre as mulheres sua maior propensão, de acordo com o infectologista, ocorre quando não há controle médico algum no processo.

Já a automedicação parcial se dá quando o paciente não adere ao tratamento orientado pelo médico, e, a falsa, quando o usuário é levado a se automedicar por qualquer outra circunstância sem que haja essa intenção primariamente.

As consequências negativas da automedicação podem ser, além de clínicas, econômicas. Com relação ao primeiro indicador, a incapacidade de se avaliar tecnicamente a qualidade e a gravidade dos sintomas pode adiar o início do tratamento adequado, mascarar a evolução de enfermidades ou levar ainda à iatrogênese, ou seja, a doenças provocadas pela própria medicina na sociedade.

Economicamente, o custo pode ser direto e indireto. Direto pela aquisição de um medicamento desnecessário ou inadequado, que, independentemente do seu custo, sairá caro. “E indireto pela evolução da doença, levando à necessidade de afastamento do trabalho ou à exigência de tratamento das consequências negativas provocadas pelo uso do medicamento”, completa.

Uma das recomendações, principalmente para se evitar o risco de se praticar a automedicação sob a alegação de falta de tempo, é tirar, na consulta, o maior número de dúvidas possível. “É importante explorar ao máximo os motivos que levaram o médico a fazer a escolha do medicamento, se existem outras alternativas, procurar ter ideia do preço, e, na eventualidade de falta de recursos para comprá-lo, já ter uma segunda opção”, adverte o especialista.

Tecnologia e conscientização

Um complicador no combate à automedicação pode vir ainda do fato de que, na era da informação digital, muitas vezes o que se busca está a segundos ou a um clique de distância. A comodidade da internet pode levar a indicações de medicamentos por pessoas sem formação, difundindo na rede diagnósticos não especializados que representam uma grave ameaça à saúde.

“Assim como os medicamentos, a internet tem seu lado benéfico e seus efeitos adversos e seu combate é muito complexo pela falta de controle sobre as informações disponibilizadas.

Fonte: Gineco.com.br

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