Porque a infecção urinária é mais frequente nas mulheres?
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Kátia Cardoso

  • 16
  • Abr
  • 2014

Porque a infecção urinária é mais frequente nas mulheres?

  • 16
  • Abr
  • 2014

Quem já teve, sabe muito bem como é. E quem nunca teve, vai aprender mais sobre a forma de se prevenir contra isso.


O que é a infecção urinária?

anatomy

Definimos infecção urinária como a invasão e multiplicação de bactérias, que, através da urina, contaminam o aparelho urinário, causando a respectiva inflamação da bexiga ou dos rins (casos mais graves). As bactérias que mais frequentemente causam infecção urinária são Klebsiella, Proteus e Escherichia coli, muitas vezes presentes na flora intestinal e vaginal.

Como se adquire a infecção urinária?

A via de infecção mais frequente é a ascendente. As bactérias existentes no ânus ou na vagina sobem e penetram no aparelho urinário através da uretra. Existem ainda outras vias de infecção, pela proximidade de outros focos infecciosos, nomeadamente através da corrente sanguínea ou linfática.

Factores predisponentes ao aparecimento e recorrência de infecção urinária

– Pouca ingestão de líquidos, principalmente de água, o que leva a uma hiperconcentração da urina;
– Esvaziamento incompleto ou pouco frequente da bexiga (Ex: guardar a urina e ir ao sanitário, não no momento desejável, mas quando puder);
– Certas manobras ou atos invasivos como o uso de algálias (Sonda usada para examinar a bexiga e extrair urina);
– Obstrução e refluxo de urina para a bexiga;
– Litíase renal com crises recorrentes (pedras nos rins);
– Prostatites (inflamação da próstata);
– Malformações congénitas do aparelho urinário;
– Alterações / baixa do sistema imunológico;
– Diabetes;

A infecção urinária é mais frequente nas mulheres

Por duas razões:
1- Porque o comprimento da uretra feminina é mais curto e não ter a proteção de secreções antibacterianas produzidas pela próstata.
2- Pelo facto de a uretra estar mais próxima da vagina e da sua respetiva flora bacteriana.
Não podia deixar de chamar a atenção das mulheres, com vida sexual ativa, para o facto de, anatomicamente, a uretra estar muito próxima do clítoris e, muitas vezes, a estimulação deste, pode provocar inflamação do meato uretral, surgindo ardor e vontade frequente de urinar após o ato sexual, tornando-se por isso um fator predisponente ao aparecimento de infecção urinária nas mulheres.
As infecções urinárias não são contagiosas, nem são doenças sexualmente transmissíveis e nem há evidências de que se “apanham” em sanitários como se diz vulgarmente. No entanto, convém manter os bons hábitos de higiene.

Sintomas e sinais de infecção urinária?

– Sensação de peso no baixo-ventre (peso na bexiga);
– Aumento da frequência e urgência em urinar;
– Dor ou ardor durante a micção (urinar);
– Febre é rara, mas pode surgir sobretudo nas situações mais graves;
– Dor lombar;
– Urina turva e por vezes mal cheirosa;
– Hematúria (presença de sangue na urina);
– Pode ser assintomática e detetada apenas em exames de rotina.

Tratamento – O que fazer?

O objetivo principal do tratamento consiste na erradicação da infecção, com vista a evitar situações recorrentes que ponham em risco o bom funcionamento dos rins. Para tal, deverá consultar o médico, que irá solicitar um exame bacteriológico da urina (urocultura) para a identificação da estirpe e o respectivo teste de sensibilidade aos antibióticos, para saber qual o antibiótico que melhor destruirá a bactéria em causa.
Por vezes, é necessário um follow-up com a realização de outros exames complementares, nomeadamente imagiológicos, tais como RX e ecografia, sobretudo se há refractariedade ou resistência à terapêutica, suspeita de malformações ou outros factores desencadeantes.

Medidas profilácticas – Como evitar recaídas ou reinfecção

– Cuidados de higiene íntima incluindo após defecação ou ato sexual (as mulheres devem fazê-lo sempre de frente para trás);
– Aumento da ingestão de água (mínimo 1,5-2 L /dia);
– Esvaziamento frequente completo da bexiga (não guardar urina);
– Evitar bebidas e comidas irritantes (demasiado ácidas e muito condimentadas);
– Evitar relações sexuais traumatizantes;
– Sendo a infecção urinária mais frequente em mulheres, é aconselhável fazer check-up ginecológico regular.
– Aconselha-se micção (urinar) após o ato sexual.

Achou a informação útil? Que assunto gostaria que a Dr.ª Albertina abordasse da próxima vez? Deixe o seu comentário.

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*As informações oferecidas neste blog não são individualizadas, portanto, não substituem o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos.

 

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17 Comments

  1. Olá Dra Albertina!

    Em primeiro lugar fico muito feliz por partilhar neste Blog maravilhoso os seus conselhos médicos. A Dra será muito usada por Deus para ajudar as mulheres leitoras do blog.

    Já agora gostaria de acrescentar que é bom a mulher fazer, se possível, higiene também antes do ato sexual, pois diminui as chances das bactérias E.Coli passarem para a área vaginal durante os movimentos característicos do ato. Não tenho conhecimentos científicos, mas acredito que esta medida também seja adequada para a prevenção.

    Muitos bjinhos e um abraço!!!!

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  2. Bom dia

    Gostei muito sobre a reportagem,pois costumo ter infecção constante por prender a urina e não consumir a quantidade de liquido devida por dia.

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  3. Muito útil este post, gostaria que fosse falado sobre o sabonete íntimo , pois existem muitas propagandas incentivando o seu uso, mas minha ginecologista disse que não se pode usar.
    É bom ou não o uso?

    Obrigado!

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  4. eu já tive infecção urinária e foi pq segurei o xixi, fiz o tratamento e nunca mais fico segurando, deu-me vontade vou logo urinar.
    Gostaria que a Drª falasse sobre a importância do papanicolau.

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  5. Boa Noite , gostaria que a Doutora abordasse sobre a Gastrite e problemas no estômago!

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