65º Dia | Ser O Testemunho

Viviane Freitas

  • 31
  • Mar
  • 2017

65º Dia | Ser O Testemunho

  • 31
  • Mar
  • 2017

31 de Março | Sexta | João 16.23-24

E naquele dia nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar.
Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo se cumpra.

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Olá a todos os internautas. É um prazer estarmos juntos.

Hoje vamos ler o livro de João, capítulo 16, versículo 23:

“E naquele dia nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar.
Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo se cumpra.”

Como assim: “…nada me perguntareis…”?!

Normalmente, nós questionamos… não é verdade? Questionamos as coisas a Deus.
Ainda que não fechemos os olhos em oração, falamos assim: “Meu Deus, porquê isto ou aquilo?” Na realidade, muitas vezes questionamos em relação a alguma tristeza do mundo. Tema que já foi falado na rádio pelo bispo Macedo, e que nós falámos ontem a respeito. Aproveitámos o versículo, e encaixou direitinho com aquilo que o bispo Macedo tem falado, sobre a tristeza do mundo.

Mas quando sentimos dor pela nossa alma e pela alma do próximo, realmente não perguntamos, mas passamos a reparar o que nos falta dar e entregar. Não pedimos nada!

A tristeza segundo Deus diz respeito à minha alma, aos meus defeitos, e está relacionada com o meu desejo profundo de agradar a Deus; é baseada nesse temor.

“Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar.”

Deus quer servir-nos.

Você acha que Ele quer ser um “coração duro”, para não responder aos seus pedidos e às suas necessidades? Acha que Deus é assim?

É óbvio que não, minha amiga internauta! Ele é Deus Pai.
Se nós sabemos dar boas dádivas aos nossos filhos, sendo maus, quanto mais Deus, que é bom, quer dar-nos boas dádivas.

Então porque motivo, muitas vezes, Ele não dá?

Porque normalmente eu peço a Deus as coisas relacionadas à dor do mundo. E quando assim é, na realidade, não Lhe estou apresentando a fé racional, mas sim emotiva.

E isto não quer dizer que você vai deixar de pedir quando tem necessidades, por exemplo, em relação à sua saúde, ao seu marido, à sua família ou vida económica, tal como eu li um comentário ontem, de uma internauta, que dizia que estava com uma tristeza profunda, em virtude de problemas económicos, com dívidas, e por isso não tinha sossego e vivia preocupada, pedindo ajuda a Deus… E eu vou responder a essa amiga:

Os problemas, a família, a dificuldade económica, tiram a nossa paz. Tudo nos desvia daquilo que realmente faz sentido para nós.

“Mas como assim?” Perguntará você… “Deus não vai abençoar a minha vida económica, a minha família, etc?”

Depende!

Há situações, há problemas que vivenciamos, que Deus não responde de imediato, porque talvez estejamos priorizando aquela necessidade.

Quando chegámos à Igreja e manifestámos a fé, não sabíamos nada a respeito de Deus, e com essa mesma fé, em relação à cura, à família, a nós mesmas, fomos atendidas logo em seguida. Mas, com o passar dos anos, do tempo, Deus não responde sempre como aconteceu no início. E Porque não?

Porque, na realidade, eu estou priorizando as minhas necessidades, e Deus quer me ensinar. Se Ele me deu sinais, parecendo que Ele está “mudo” ou “surdo”, é porque alguma coisa Ele quer falar comigo. Certamente Ele quer que eu desenvolva a minha fé.

Imagine você: Quando o seu filho chora, você dá-lhe tudo? Não! Você não lhe pode dar tudo, porque aquilo que ele lhe pedia como bebé e você dava de imediato, à medida que ele foi crescendo, amadurecendo e virando um homem, você não podia fazer tudo o que ele queria, pois iria ser mal-acostumado e se tornaria malcriado.

Assim também é Deus.

Às vezes você está passando por certos problemas, como por exemplo, económicos, e isso está sendo priorizado na sua mente. Deixa-a preocupada.

Diga-me: Com toda a preocupação que você está tendo com esse problema; com esse tipo de defesa ou atitude natural que você tem, o que somou na sua vida?

Nada!

Agora, quando ficou preocupada e disse: “Meu Deus, este problema económico invade os meus pensamentos; faz-me ficar cheia de medo, receosa, duvidosa, e o meu relacionamento com o Senhor, ao invés de melhorar, tem-me afastado.”

Interessante, que tudo o que eu pedia a Deus, no início da minha fé, incluindo o batismo com o Espírito Santo, Deus respondia. Era incrível!

Mas ao longo dos anos, eu recebia o NÃO! Quer ver um exemplo?

Praticamente com todos os pastores que adoptaram uma criança, digamos 99%, deu certo.

No meu caso, não deu certo. E aí… Porque é que comigo não deu certo? Porque é que tinha de acontecer isso comigo?!

Eu recebi um NÃO, e estava sofrendo, gemendo, chorando… estava vivendo um inferno! Assim como você, minha amiga, que tem um problema, está vivendo um inferno por causa do mesmo. Veja que você está servindo a esse “senhor” problema, seja ele económico, familiar ou pessoal. Está dobrando os seus joelhos, chorando, e permitindo que os seus pensamentos estejam unicamente voltados para esse problema.

Quer dizer, Deus ficou de lado!

E isso aconteceu comigo… Eu lembro-me que vivi o inferno, por estar focada nesse problema.

Mas eu olhei para o objetivo! E isso é fé, e não apenas pedir a Deus tudo o que eu quero. A fé não é simplesmente ter desejos, falar com Deus e Ele me responder. Não é assim!
A fé também exige entrega. Eu tenho que me entregar e sacrificar em prol da mesma. Não é só receber!

Então, quando Deus está “mudo” consigo, é para que desenvolva. É para você aprender, agora no meio do problema, a priorizar a Deus.

Essa dor e essa tristeza que você está sentindo em relação ao seu problema, não é a tristeza em relação à sua alma, à sua salvação ou ao relacionamento entre você e Deus, mas está relacionado com algo que honre a sua pessoa e o “senhor” da sua necessidade.

“Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo se cumpra.”

“Viviane, como é que pode dizer aqui: ‘nada pedistes em meu nome’…?’ se eu tenho orado, pedido a Deus para que Ele me faça isto ou aquilo?!”

Porque, na realidade, quando estamos a olhar para a nossa alma ou para a alma do nosso próximo, preocupados em dar a nossa vida, estamos tão atentos em dar aquilo que nos falta, que normalmente não pedimos, mas queremos dar para Deus tudo o que está dentro de nós!

Você está tão concentrada em se entregar a Deus, que você não tem pedidos.

“…pedi…”

Mas agora, que está priorizando a sua alma, peça, pois você vai receber!

“…para que o vosso gozo se cumpra.”

E o gozo, que Jesus está falando aqui, vai ser maior do que resolver esse problema económico ou pagar as dívidas, de ser uma empreendedora ou ter sucesso financeiro; do seu familiar ser restaurado, ser de Jesus ou ser batizado com o Espírito Santo, etc. O seu gozo não vai sair por nada!

Sabe porquê?

Porque este gozo vai brotar desde o seu interior, para fora.

A alegria que temos em relação às conquistas, é passageira. Mas a alegria que acontece em relação à minha alma, aquilo que eu aprendo, entendo e pratico, como por exemplo, o fato de eu ter sacrificado a Deus o desejo de ter filhos, apôs tê-los perdido, eu disse: “Deus, eu quero servir ao Senhor.” Quer dizer, quando eu entreguei, eu não pedi mais para ter filhos. Veja só… eu não fiz pedidos!

Quando entregamos, nós não pedimos, mas damos!

Minha amiga internauta, reflita sobre isso e participe aqui com o seu comentário. Você que foi tocada, participe aqui no Blog, pois eu amo a sua participação.

Um grande abraço e até amanhã.

Série: Ser o Testemunho

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61 Comments

  1. Bom dia, eu quero primeiramente agradecer a Deus por fazer parte desta família.
    Comecei acompanhar a meditação atrasada, mas tenho seguido, dia, a dia, e tem me ajudado muitíssimo, mas hoje em especial, eu estou em paz como nuca,após a meditação de hoje.
    Que Deus abençoe a senhora mais é muito mais.
    Um grande abraço.

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